segunda-feira, 14 de agosto de 2017

A Sul

A sul, o Verão desfaz-se em gomos de laranja e cascas pelo chão
O cão sem nome estende-se entre o sol e a sombra
E o almoço cheira a pimentos e à sesta de barriga cheia

A sul, o teu aroma confunde-se com a madrugada fresca e violeta
Os alperces maduros sujam a toalha branca rendada
E as crianças daqui e de longe correm e riem-se pelas ruas da aldeia

A sul, os tanques de água morna salpicam a terra do quintal
As abelhas perfumam o ar de brincos de princesa
E a tarde dura noite dentro

A sul, as ervas altas e secas aguardam a ceifa de setembro
As uvas escorregam da latada até ao chão
E o teu sorriso ecoa pela eternidade

A sul, o eco das velhas desdentadas anima as ruas
As sacas de juta arrumam-se a um canto
E a melancia está à espera para ser talhada

A sul, os lençóis de linho secam no estendal
Alguns figos já apodrecem no chão
E o Verão morre na brisa que começa

terça-feira, 7 de março de 2017


Há uns tempos rumámos ao Berro. O melhor bar de Lisboa. Era Sábado, uma da manhã, e estava fechado. Temi o pior e acertei. O Berro já não existe. Não encontrei vídeos das fantásticas noites. Nada. Quase como se nunca tivesse existido.

Mas encontrei a página do Daniel: https://www.facebook.com/danielraleia/?fref=ts